terça-feira, 3 de novembro de 2009

Largo tudo...

Largo Tudo...
By Ana Lúcia Porto

Largo tudo encima da cama...
Visto o meu maiô cenoura-bronze
E mergulho nesse azul e
Verde revigorantes...

Nado em companhia dos peixes e raias.
Boiando, fito o céu diáfano de sol intenso...
Sinto o cheiro da maresia sedutora,
Em meio ao ar puro da ilha.

Paradisíaca ilha..., onde o perigo
Não está em meio à natureza...
Embora não deixe esta de encantar
Aos olhos atentos e curiosos das pessoas...

Sim, a paixão paira no ar...,
Pegando os desavisados.
Amor e paixão em cada canto...

Um lugar propício ao vício do ócio...!!
Liberdade e felicidade...
Eis o perigo...!!
O da sedução...

Beijos,
Ana Lúcia.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Brinquedos diversos para se brincar... (Vou de Coletivo!!)


Brinquedos diversos para se brincar...
By Ana Lúcia Porto

Brincar assim como respirar
O ar puro da manhã...
Saúde mental e física...!!
Correr e rodopiar feito peão,
Sorrindo, rindo e caindo de exaustão...

Brincar de pregar peças e sustos,
Aos desavisados... Peralta como só...!!
Inibida sim, mas não para brincar...

Subir e descer em árvores,
Como uma macaca sapeca,
Atrás de frutos maduros...
Fazer dos animais de meu quintal,
Meus amigos de muitas horas...

Brincar com inúmeros jogos...
Sozinha ou com coleguinhas,
Desde brinquedos caros aos mais
Simples, feitos à mão...

Brincar de casinha e boneca,
Mesmo que dentro de cabanas...
Cabanas improvisadas com colchas e cadeiras e,
Até, as feitas pela minha mãe, no quintal,
De folhas grandes de papel fardo, coladas em
Colunas de bambus, com direito a portas e janelas...

Castelos de areia na praia...,
Que as ondas e os ventos destruíram,
Mas que a minha memória os guardou,
Não sendo derrubados pelo tempo...

Brincar e brincar como nunca...
Deitar, rolar e aprontar...rs
Infância mais do que aproveitada,
Que não volta mais...!!
Foi a melhor fase de minha vida...

Doces lembranças que me fazem presentes,
Resgatando a inocência e a pureza...
Qualidades essenciais para um adulto
Aprender a viver melhor, sem se
Importar com os defeitos dos outros,
Sequer, culpar-se de suas próprias falhas...

Brincar faz parte da infância,
Mas é saudável em qualquer
Fase da vida...!!

Eis que contei um pouco de minha infância..., cheia de brinquedos e muitas brincadeiras..., dos quais, com certeza, não se diferenciarão dos que já puseram ou irão ler durante toda essa blogagem coletiva... (corda, 05 saquinhos, queimada, amarelinha, cama de gato, passa anel, jogos como war, banco imobiliário, ludo, patins, skate, telefone sem fio, autorama de meus irmãos etc... etc...).

Beijos grandes...,
Ana Lúcia.

domingo, 1 de novembro de 2009

Finados...

Dia de Finados ou Dia dos Fiéis Defuntos ou, ainda, Dia dos Mortos....

Resolvi visitar o jazigo de meu pai, hoje, domingo (dificilmente visito o de minhas duas irmãs, uma vez que morreram antes d`eu nascer-ambas natimortas-morreram nos partos). Pois eu não poderia perder a oportunidade de ir com o meu Tio Beto, irmão de meu pai, que veio de São Paulo, para nos ver. Foi um dia muito agradável... É sempre bom uma reunião familiar, com pessoas queridas... Pena que foram embora logo... Essas visitas boas me despertaram a vontade de agradecer e pedir ajuda na casa do Senhor... Há tempos me preparava, sem que conseguisse ir à Igreja, assistir missa... E como eu estava precisando...!!

*&*&*&*&*

Bom, essa tradição de rezar pelos falecidos, data do sec.II. Os Monges possuiam o hábito de rezar para os mortos e os cristãos de visitar os jazigos dos mártires e, junto a esses, rezar, também, pelos mortos. À partir do sec.V, a Igreja Católica resolveu dedicar um dia do ano para que os fiéis pudessem rezar para os falecidos, contudo, os fiéis nem lembravam de ir à Igreja, para tal celebração. Assim sendo, os Papas do sec.XI, impuseram à comunidade que especificassem uma data em homenagem aos falecidos. Eis que somente no sec.XIII, é que a data 02 de Novembro se oficializou como Dia de Finados, certo de que, 1.º de Novembro, é o Dia de Todos os Santos.

São algumas passagens bíblicas, da Igreja Católica, relacionadas a esse Dia de Finados: Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32; II Macabeus 12,43-46.

Beijos, Ana Lúcia.

Brincando e concorrendo a um livro... Ôba!!

Eu fui indicada pela amiga do Blog "Estrela Vespertina Turbulenta", para participar desse meme.
As regras do meme são:
Você tem que levar o selo acima e dizer quem te convidou a participar e quem você convidará.
Completar as frases…
a) Eu já …………
b) Eu nunca ………….
c) Eu sei …………
d) Eu quero ……….
e) Eu sonho ……….
Depois de completas as frases, você deve indicar 5 blogueiras para continuar a brincadeira.
As minhas frases são:
a) Eu já beijei muito (rs)
b) Eu nunca deixei de ter Fé
c) Eu sei que a pessoa certa está reservada
d) Eu quero me realizar pessoal e profissionalmente
e) Eu sonho com melhores condições de vida para o mundo todo (saúde, estudo, emprego, moradia etc...)
Os meus indicados:
Cartas & Cafés,
Achados e Perdidos,
Cônicas Minhas,
Manual do Inseguro.com,
Mais uma vez
Aos participantes,
Passem no blog da Elaine e deixem um comentário, pois este meme dá direito a participar do sorteio que ela vai fazer do livro “O Outro”.
Beijos,
Ana Lúcia.

sábado, 31 de outubro de 2009

Dia das Bruxas...

Vai uma mordida, aí...?!Rsrsrsss
E uma carona, você aceitaria....?!Rsrsrss

Na Idade Média, as mulheres com peso abaixo de uma Bíblia enorme, eram queimadas por serem consideradas bruxas, uma vez acreditarem que elas eram seres muito leves e sutis.
Há quem diga que as bruxas voam com as suas vassouras em noite de lua cheia, procurando sugar o sangue de suas vítimas, deixando marcas em suas peles, denominadas "melancolia". Que nessas noites, também, preparam os seus feitiços para transformarem as pessoas em animais.
Os gatos pretos costumam representar as bruxas, sendo que os chamados "puckerel" possuem as almas semelhantes as delas e os "familiares" são os que guardam, dentro de si, todas as artes das bruxas.
A verdade é que existem inúmeras lendas, estórias e superstições sobre as bruxas.
Hoje em dia, o conceito de bruxa já possui um lado mais brando, mais positivo. Alegam que ser bruxa é estar em harmonia com a natureza, buscando em todo o momento os seus quatro elementos, terra, ar, fogo e água.

Bom, mas o que eu gosto mesmo, são as brincadeiras proporcionadas para as crianças e as festas de Helloween...rs... Em minha cidade, as escolas de idiomas fazem uma "senhora" recepção. Lindos arranjos e personagens... Os espaços para festas são decorados ao estilo, para os aniversários das crianças. Nos tempos atuais, Helloween simboliza uma data mágica e de transformação. Época em que se abrem os portais entre o mundo invisível e o visível e que, dentro da magia, as fadas, os gnomos, os elementais, levarão os nossos pedidos para uma realização mais rápida.

Beijos e bons pensamentos e realizações, neste Dia de Helloween (Bruxa),
Ana Lúcia.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Voltando de São Paulo...

Avenida Paulista, próxima ao Shopping Paulista. Em destaque, o City Bank. Em pensar que estagiei em dois prédios, nessa avenida... Querendo ou não, ela move o Brasil...(os grandes negócios são fechados aqui), tendo em vista SP ser o Estado mais rico do país.
Catedral da Sé
Shopping Paulista, ontem...
Shopping Paulista, hoje...

Faz umas três horas (agora é 01h10min. Início do dia 29/10), aproximadamente, que cheguei em casa. Vim de São Paulo. Para amenizar o tempo de espera do bus (diga-se de passagem, até que enfim aprendi a dar preferência para a Empresa Cometa, deixando de lado a Pássaro Marrom. É notável o conforto em termos de espaço e poltronas daquela. E olhem que há anos eu já sabia disso...rs), eu havia iniciado esse assunto, numa Lanhouse, no Terminal Tiete. Contudo, preferi dar uma remodelada no texto.

Certo, eu fui em busca de ajuda para um imprescindível recadastramento na OAB X Defensoria Pública, que me custaram cinco horas de empenho meu (idas e vindas entre estes dois lugares...), exatamente entre 09h30min até 02h30min, com intervalo de uns quarenta minutos para o almoço. Em outras palavras, como não foi possível realizar essa atividade, sozinha, em minha casa e devido a demora do retorno auxiliar, tanto por e-mail como por ligações interurbanas, resolvi solucionar o problema "in loco". Afinal, trata-se de garantir o meu ganha pão...!! Nada mais é do que recadastrar o contrato que permite continuar na Assistência Judiciária gratuita, onde os meus honorários se oriunda do erário e não de meus clientes.

Bom, fiz o que era preciso fazer [embora não foi possível concluir, devido as repetições de erros, bloqueando novamente a operação e, assim sendo, só amanhã de manhã (hoje, já. Daqui algumas horas) é que poderei resolver. Ou seja, por aqui mesmo, em casa, rs. Espero que definitivamente dê certo (trouxe um "passo a passo" de lá, rs. Acreditem, não é tão exato e explícito como se parece ser, um site prejudica o outro. Qualquer coisinha, é motivo para bloquear. Assim, em se tratando dos sites, não me foge do pensamento que dificultar possa fazer parte...)] e como estava ao lado da Catedral da Sé, fui visitá-la. Ela é linda, além de centenária.

Engraçado rever a Praça da Sé e redondezas. Sempre há rodas, próximas uma das outras, de pessoas paradas e dando atenção a um cidadão que está pregando a Bíblia, fazendo mágicas, vendendo bugigangas com as devidas demonstrações, contando piadas etc... etc... Eu já nem me lembrava disso mais, entretanto, não paro para ouvir..., não é de meu agrado...

Já eram umas três horas da tarde quando pensei vir embora. Por pouco, deixo de dar um passeio, pela primeira vez, por falta de interesse. Outrora (à passeios), se bobeasse, eu ia em até três shoppings (Paraíso, Morumbi e Iguatemi), rs e, de quebra, assistia um filme que estava estreando (aliás, era difícil eu perder um lançamento na época em que eu morava lá). Dependendo, eu até pousava na casa de um de meus parentes. É, mas agora, não é mais a mesma coisa para mim... Nem por tal, deixo de gostar menos de SP e até voltaria a morar lá, se preciso for. Se bem que em questão de saúde, me preocupo.

Enfim, como eu não achei ser necessário ir de carro (em razão à proximidade dos locais), o shopping mais indicado para não fugir da rota do metrô, é o Paulista. Há de convir que ele está muito bonito, depois da reforma. Para se ter idéia da última vez que nele estive, estava cheio de andaimes do lado de fora, sem essas portas novas e com o hall de entrada inoperante, com cercas de madeira.

Olhei as vitrines de todas as lojas... Eu não fui com o pensamento para fazer compras. Mas..., foi inevitável não fazer umas... Confesso, eu estava mesmo precisando..., já que não estou emagrecendo com a mesma facilidade de antigamente...rs

Ok, compras feitas, café e água tomados, docinhos degustados (mais fácil engordar, né?!rs), hora de ir embora... Que pena...!! Em meio a umas paqueras (estava sentindo falta disso...!!rs), me despedi de Sampa com essa peculiar saudade... Que diferença daqui...!! Desculpem-me, mas não pude evitar de comentar...!!

Bom, então, vou ficando por aqui e torcer para que eu consiga êxito daqui algumas horas, quanto ao meu recadastramento. Claro..., eu não gostaria de voltar lá pelo mesmo motivo que me levou a ir, hoje...

Como sempre, amei andar em São Paulo...

Beijos,
Ana Lúcia.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Caminhando pelas Roseiras...

Caminhando pelas Roseiras
By Ana Lúcia Porto

Os meus pés caminham por
Entre os espinhos e as pétalas...
Precisos são os meus passos,
Embora, há dias em que sofridos,
Imbuídos de uma coreografia espassada,
Longa e demorada, feito castigo sem perdão e,
Então, mais penosos pela incompreensão.

Os meus pés caminham por
Entre as rosas e os seus aromas...
Pontuais são os meus passos,
Entretanto, há dias em que felizes,
Imbuídos de uma coreografia escassa,
Curta e lépida, feito prêmio pelo empenho e,
Então, mais suaves pela satisfação.

Na verdade, não importa, já que a dimensão do
Mérito é de exclusividade das roseiras, que insistem em
Nos presentear com botões de rosas, a se abrirem feito
Sorrisos exímios e de hálitos aromáticos, independente
De nublado ou ensolarado, o dia amanhecer...

As rosas... Sintam o aroma...







As rosas estão a nos encantar há milênios de anos, com mais de 100 espécies e milhares de variedades (híbridas e cultivadas), tanto no aspecto vegetativo como no aspecto floral. Podem se apresentar em formas de arbustos ou trepadeiras. Possuem frutos pequenos, geralmente vermelhos e comestíveis. Os seus aromas, o maior número de pétalas e as suas cores, se intensificaram e multiplicaram, devido aos cruzamentos realizados.
Há que, no período da Idade Média, a rosa foi considerada como símbolo pagão, associado à segredos da igreja.
Dependendo da cor da rosa é um significado diferente, por exemplo:
Rosas Amarelas: amor por alguém que está a morrer ou um amor platônico
Rosas Brancas: reverência, segredo, inocência, pureza e paz
Rosas Champanhe: admiração, simpatia
Rosas Coloridas em tons claros: amizade e solidariedade
Rosas Coloridas, predominando as vermelhas: amor, paixão e felicidade
Rosas Cor-de-rosa: gratidão, agradecimento, o feminino (muitas vezes aparece simbolizando o útero em algumas culturas, como o gineceu está para a cultura ocidental)
Rosas Vermelhas: paixão, amor, respeito, adoração
Rosas Vermelhas com Amarelas: felicidade
Rosas Vermelhas com Brancas: harmonia, unidade

Beijos,
Ana Lúcia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Vale mais do que mil palavras...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cansei...

Cansei...

Eu me entregaria ao novo, em troca dessa mesmice que provoca em mim, uma sensação autista. Só eu para mim mesma, só eu comigo mesma, é o que me impera. Uma conversa, um passeio, um filme, um livro, um estudo, uma compra, um prato diferente, aliviam esse meu desalento, que não me livro nem em meio a tantas responsabilidades. De nada adianta me olhar se o que quero não se encontra em seu olhar. Por mais bonito que seja, você não me convence a mudar de idéia. Mas quase sempre fica o sorriso em meu rosto por esse inesperado. Cansei...
Fecho os meus olhos, suplicando para que os meus sentidos me conduzam a uma vida diferente. Que sejam por poucos minutos mas que, assim, talvez possam me alegrar com uma perspectiva próxima a minha vontade. De olhos abertos, os pensamentos são escassos, a combinar com a falta de rimas, porque o acaso não se prima em fecundar os meus passos com a inovação. Cansei...

domingo, 18 de outubro de 2009

Que tempo é esse...?!

O tempo ainda me priva de encontrar um AMOR compatível ao que sinto. Amor que não se dilui mesmo após os corpos saciarem os seus desejos instintivos. Amor, que não se sujeita à dúvidas, frente a qualquer situação... Amor sereno, tranquilo, justamente, por ser maduro. Que não dá margens para a infidelidade. Amor sólido, seguro e VERDADEIRO...
Há dias em que para mim, estar pronta e sozinha..., estar preparada e sozinha..., chega a ser ruim..., triste..., doloroso..., inconcebível..., incompreendido... e, às vezes, "tentador"..., vindo a ferir a minha alma, por isso... Porque seria vazio na certa... Que tempo é esse destinado para mim...?!

Beijos,
Ana Lúcia.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Um final de tarde, uma bicicleta e um passeio inesquecível....

Um final de tarde, uma bicicleta e um passeio inesquecível...
By Ana Lúcia Porto - 16.10.09

Os meus cabelos longos e soltos
De encontro ao vento...
Pedaladas contínuas em ritmo
Descontraído como os meus
Pensamentos que surgem aleatoriamente.

Doce brisa que beija a minha face,
Que afaga os meus cabelos,
Que me traz os aromas das flores,
Em harmonia na cestinha branca,
Bem a minha frente...

De repente, o céu mostra a sua arte...
A sua criatividade exposta se fez em cores.
Pintou um arco-íris, como um enorme
Escorregador que irá me conduzir
Ao tesouro perdido e prometido...

Mas perdidas são as horas,
Que por entre uma pedalada
E outra, me provocam desejos
Recônditos e fantasias juvenis...

Enfim, de minha cesta, pego um
Ramalhete de flores do campo,
O acaricio em meu rosto, cheiro e
O beijo em despedida, arremessando-o
Bem alto e para trás...

A minha intenção foi de formar um
Tapete de flores para acusar a minha
Presença neste caminho percorrido,
Como uma adolescente alegre a desvendar
Os versos da natureza...

Pois é assim que a poesia dos campos,
dos cantos e recantos cheios de encantos,
Revelar-se-ão aos que nele se aventurarem
Passear numa bicicleta em plena tarde airosa...

Beijos,
Ana Lúcia.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Falhas... Para se pensar...

O ser humano é uma criação perfeita de Deus. Possui um corpo - órgãos, pele, cérebro, membros - apto para se desenvolver em harmonia. A interação das células, é perfeita. O fluxo do nosso rico sangue, distribui os seus componentes (nutrientes, oxigênio) por todo o nosso corpo. Temos as nossas cartilagens para nos auxiliar nos movimentos, para amenizar os atritos, para amortecer ferimentos em partes expostas, como orelha, nariz, absorvendo os choques. Os comandos de nosso cérebro são precisos. Enfim, um corpo saudável não necessita de melhorias, sendo ele completo. Claro, como não vem com o manual de instruções, sendo ele complexo, acertamos de um lado, erramos e corrigimos de outro lado, quando possível. Além do mais, alertando-se para o fato de que, geralmente, a vaidade está mais propensa para vilã do que aliada, nessa nossa empreitada em mantermos o nosso corpo com saúde. Digamos que, nos conscientizando e empenhando para que o nosso corpo se evolua forte, com vigor e saúde, sem exageros ou neuras, é um caminho apreciável, que costuma render bons resultados. Equilíbrio é a chave para respeitarmos o nosso corpo.
Certo, quanto ao nosso corpo, creio que tais anotações foram suficientes, para onde quero chegar.
O que dizer, então, de nosso espírito, de nossa alma?
Seria a alma a mesma para cada indivíduo? Pura, assexuada, definida apenas como uma luz, como um brilho ou somente como uma energia? Seria tão somente um elemento resultante do funcionamento de nosso cérebro e, de acordo com esse trabalho diário deste e de diferentes necessidades a ser atendida por este, que assim se faz (esse trabalho) ser sentido pelo nosso coração e, imediatamente, definindo como alma, espírito? Daí o motivo, inclusive, de alegarmos variações em nosso estado de espírito? E se podemos controlar o nosso estado de espírito, podemos concluir que ele está inerente às funções do cérebro. Ou seja, não é advindo do "Além"... Há quem acredite que a alma fique vagando ou incorpore em outra pessoa. De que, talvez, o corpo e alma sejam separados. Mas, não vem ao caso essa discussão, aqui... De qualquer maneira, o nosso espírito nos auxilia em nossas idéias, em nossa sabedoria, nos presenteiam com insights (percepções, intuições, deduções, discernimentos), como se catalizasse o nosso potencial intelectual. Certo de que, a meditação, a religião em prática, desenvolve o nosso espírito. E finalmente, podemos tranquilamente observar que quanto mais elevado for o nosso espírito, mais fácil e certo, o nosso corpo ser saudável!!
Por tudo isso, eu indago: - Como pode o ser humano, nascido em perfeitas condições, ser tão falho e tacanho em suas atitudes cotidianas, que não são novidades...?!
Vou excluir aqui, os eremitas que, como opção de vida, enlouquecem e os que optaram por seguir uma vida monástica, como os Monges que, apesar de viverem em comunidade, seguem ordens religiosas. Por tal, deduz-se serem pessoas de espírito mais apurado do que o nosso, portanto, mais educadas, de uma maneira geral.
Pois bem, mesmo existindo há milhões de anos atrás, de ter criado inúmeros inventos a seu favor, o homem possui falhas que se repetem desde a sua existência. Por exemplo, no diálogo, na comunicação. É certo de que precisamos ter educação e ter respeito para com o próximo. Precisamos ter compreensão e paciência perante as limitações de cada um. No entanto, o homem nasce "crú", sempre, desde a sua descoberta na terra.
Vários fatores contribuem para a formação do homem, sendo as primordiais: a educação e a saúde. Sem dúvida, a condição de vida muito favorece a sua formação. São raros os pobres que moram em favelas, em meio à esgotos abertos, que conseguem se dar bem na vida, se formarem e seguir carreira, sem ajuda de uma outra pessoa. Difícil ele ser aceito em um meio social mais elevado. Iluminados existem e são exemplos em qualquer meio, para qualquer pessoa, mas são raros.
Enfim, o homem por mais inteligente que seja, por melhor condição social que possua, nasce "crú" como qualquer outro e está LIMITADO a uma sociedade e DELIMITADO em seu lar. Com isso, nos submetemos aos mesmos padrões de erros e acertos, ficando sempre na mesmice. Todos precisamos comer, dormir e se vestir, pelo menos. E para o sustento, trabalhar, se conseguir.
As diferenças se encontram nas oportunidades de, por exemplo:
Estudar - Ler um livro - Viajar - Dormir confortavelmente - Não passar fome e frio -Ter uma boa saúde - Ter um bom emprego - Seguir uma religião. São fatores que colaboram para a nossa paz espiritual. Sendo que o livro e a viagem, trabalham a imaginação, espairecem as idéias, absorvendo melhor o aprendizado. Todos nós, ricos, classe média ou pobres, deveríamos possuir o hábito da leitura. Mas os pobres deveriam ser ratos de bibliotecas, inclusive, eis a oportunidade acessível a eles e que abririam portas para o seu futuro, tão sonhado. Pobre pode chegar lá e muitas vezes, ainda, é mais educado que outro em melhores condições de vida. Contudo, o homem continua a repetir as suas falhas iguais as de quando passou a existir: falhas na comunicação..., quase sempre as mesmas (insisto, embora o livro, o hábito à leitura, aprimora até a educação, sem que precise possuir tanto estudo). Provavelmente ou justamente, por ser um Ser Social e estar atrelado ao limite e delimitação, mencionados acima. Desse modo, nós demoramos, na maioria das vezes, anos para reconhecermos as nossas falhas, notarmos as importâncias desnecessárias que dávamos ao modo de ser do outro, causando até discussões que não duvido serem inúteis. Ou seja, assim como a vida se repete, as falhas também se repetem, sem que estas sumam depressa, mesmo observando os exemplos de outrora. A educação demora e o amadurecimento mais ainda.

Beijos,
Ana Lúcia.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tudo pela primavera ou seria pelo amor...?!

O Amor Floresce na Primavera...
By Ana Lúcia Porto - 14/09/09

Eu não guarneço mel em meu coração...
Ora!, este singelo operário somente se instruiu
Para regar as minhas veias com amor.
Mas..., se um dia você bem me quiser...,
Ele florescerá feito dama-da-noite,
Exalando um aroma de extasiar.
E se me beijar, então..., como flor eu fosse...,
Hum..., sentiria o sabor do néctar
Como um beija-flor a regorjear-se
Na primavera...!!

***********

O Amor está no ar...
By Ana Lúcia Porto – 27/09/09

Veja quantas flores sorrindo...!!
Elas se eclodem em cores vivas.
Sinta os seus perfumes...!!
Um deles animará todos os seus sentidos
E, subitamente, uma sensação
De esplendor, de transcendência,
Dominará todo o seu ser.
Sorria, é o AMOR...,
Querendo se expressar...!!

**************

E se eu jogar a minha trança...?!
By Ana Lúcia Porto - 1.º/10/09

Eu não sei sentir só pelo sabor
Da emoção. Talvez por isso,
O meu castelo de areia ainda esteja
Erguido nas margens de meu coração,
Resistindo às suas batidas descompassadas
Quando lhe vê. Quem sabe a minha trança
Seja forte o suficiente para lhe motivar
Na escalada rumo à janela que irá me
Libertar de um sonho que insiste em me
Dizer que o amor existe...

************

Guardado na Alma...
By Ana Lúcia Porto - 1.º/10/09

Deitada em seu leito, consegue
Enfim, ler a última frase da carta.
Esmorecida, entregue a dor que,
Sem piedade, invade o seu coração,
Lágrimas escorrem delatando a sua sofreguidão.

Os seus braços entorpecem e as suas mãos
Frustram-se perante a tentativa em manter firme
A última declaração de amor do homem que, agora,
Permanecerá, tão somente, em suas memórias.

Recebera pelo correio o comunicado da morte
De seu amado. O Exército havia se esmerado
Nas homenagens póstumas. Enviou-lhe um
Baú com os pertences do Soldado falecido
E uma carta lacrada, destinada a ela.

Dizia de como a saudade corroia o seu coração,
Esmagando o seu peito, sovando o seu corpo,
Enfraquecido pela ausência de sua pessoa,
Cujo amor que sentia, transcendia fronteiras.

Encontrava-se lastimoso, sentia-se impotente
Por sua imaginação não ser-lhe suficiente para
Suprir a falta de carinhos e de seu perfume
Que os acalmava em noites de insônia.

Que embora estivesse lutando em campo inimigo,
Ainda sonhava em passarem juntos o Natal.
Oportunidade em que um filho seria encomendado.
Desejo esse, adiado em razão de sua convocação.

Um beijo longo arrematou os escritos daqueles papéis
Amassados, de cor azul clara, contrastada com o vermelho de
Sangue e o marrom das lamas das trincheiras, mas que seriam
Guardados como jóias raras de família, testemunhando um
Amor que o tempo não o extirparia jamais de sua alma...

Estas poesias foram feitas especialmente para determinados eventos ocorridos no Blog "Empório do Café Literário". E eu estava apenas aguardando a oportunidade deles findarem, para compartilhá-las com vocês, aqui.
Beijos,
Ana Lúcia.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Uma apresentação carinhosa...

É com muita alegria que venho dividir com vocês um momento bastante significativo para mim. Ocorre que o Blog "Empório do Café Literário", criado pelas queridas e competentes amigas, Lu e Rosemari, possui um espaço chamado "No Mural do Escritor", no qual toda 6.ª-feira é dedicado a um participante dos eventos deste criativo blog. Pois bem, hoje foi o meu dia de glória..., por assim dizer. Quem quiser me ver lá, basta acessar este link abaixo. Irão encontrar uma breve biografia minha e algumas poesias, de própria autoria.

Desde já, agradeço a atenção de vocês.


Ademais, quem gostar de escrever ou ler poesias, contos, fábulas, fica a minha sugestão para conhecer o blog "Empório do Café Literário". Com certeza, sairá de lá mais motivado para escrever os seus textos...

Beijos,
Ana Lúcia.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Hábitos de Leitura - Blogagem: Vou de Coletivo!!



Hábitos de Leitura

Hum..., com um livro em minhas mãos...,
Se de encontro aos meus anseios, não o largo, o saboreio...!!
Por dias, ele será o meu escravo incumbido de me dar prazeres
Nas horas vagas e nos lugares que a minha vontade determinar,
Como nas esperas em consultórios, debaixo de uma árvore,
Em meu leito, frente aos meus ensaios para dormir etc...
O carrego com carinho e, nele, um marca página acusa que a
Responsabilidade em me satisfazer, dali deverá continuar.
À noite, permanece fechado em minha cabeceira, até segunda ordem.
Enfim, eu o leio de capa a contra capa, espiando as suas orelhas para
Colher dados significativos, que vão ao encontro do prefácio e das
Dedicatórias. Após o epílogo, guardo-o com carinho, como se estivera
Pegando-o pela primeira vez, junto aos outros livros expostos nas
Prateleiras de meu quarto, sem um risco ou rabisco sequer, nele realizados.
Ou melhor, em cada livro meu, apenas o meu nome e a data da compra,
Ficam perpetuados neles, seja por meio da velha e conhecida Bic
Ou de um carimbo, indicando pertencer a mim. Afinal, quem ama demonstra...!!

Beijos,
Ana Lúcia.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O que o tempo quer comigo?!


Ando ultimamente sem inspiração,
Com a minha caixinha de idéias, vazia.
Talvez o tempo tenha desaparecido com os meus
Insights, para que eu fique perdida nas horas.

Nunca as horas me foram tão distantes
Como hodierno. Pareço vagar no dia.
Sinto-me abstrata em relação a qualquer coisa.
E coisa, porque não sei nem que nome poderia dar.

Posso não estar parada no tempo, mas a sensação que me
Sucede é de reinício, como se eu estivesse aguardando que as "coisas"
Me fossem diferentes, que pudessem me surpreender, me animar,
Me trazer novidades, me impulsionar para uma jornada nova, embora,
Dentro do mesmo percurso que perfaço desde que vim ao mundo.

Será que estou prestes a vivenciar a magia do tempo
De maneira inusitada? Sim, porque ele me estancou,
De um modo que sequer consigo usar a minha criatividade
Para compensar a minha falta de imaginação. Ou seja,
É mesmo como se eu estivesse estática à mercê do tempo.

Nossa...!!, vou ler o meu livro para não perder
A noção de sequencia, de continuidade, já que não
Sei por quanto tempo o tempo me deixará largada
Ao tempo, sem idéia de tempo...

domingo, 27 de setembro de 2009

Sou um vidro que não se quebra...


Nesta vida..., eu não tenho o que perder
Nem o que esconder...
A minha transparência é como
Um vidro que não se quebra.

Tantos foram os desafios vencidos,
Inúmeros foram os sofrimentos superados,
Que a minha consciência é regida
Exatamente no compasso do aqui e agora.

A sensação é de ter alcançado o topo
Da montanha e ter fincado a bandeira que significa
A conclusão de todas as minhas etapas galgadas e
Vencidas. As emoções não me surpreendem e
Eu lido com elas como eu bem quiser.

Sim, o meu coração pode se
Perder na batida, voltar no tempo,
Brincar de amores, que sabe como se
Curar de qualquer ferida.
Como também sabe evitá-las.

Embora eu tenha me tornado tão
Transparente, não me sinto frágil.
Contudo, me faço por respeitada,
Caso contrário, não haveria sentido.

Um encontro frente a frente...

Num encontro frente a frente
Você saberia ler os meus anseios.
São tantos, que os anos não
Deram conta em apagá-los...

Ao contrário, os sonhos intensificaram
Os meus desejos, mesmo que
Você jamais tenha feito
Parte de seus roteiros.

O que importa se foram outros
Personagens os responsáveis
Em me saciar, enquanto eu sonhava, se
O que sinto por você,
Eu não senti por nenhum deles?

Ademais, a natureza ao meu redor,
O sol chicoteando raios, marcando a sua
Presença audaz, o vento me tocando e
Suavizando o calor que emano,
O sorriso das pessoas, as brincadeiras pueris,
As linguagens dos animais, as expressões das flores,
O aroma dos perfumes no ar, vindo dos quatro cantos,

Enfim, esses retratos de meu dia a dia,
Como uma pintura em tela que se
Renova diariamente, fortalecem um
Sentimento que nutro por você.
Longe de ser um sonho, mas uma convicção.

Há uma sensação em mim, que está
Resistindo a qualquer abalo emocional,
Tornando o perigo de outro possuir
O meu coração, uma possibilidade remota,
Embora não impossível, lógico. Quando não por
Faltarem elementos na abordagem,
Eis que a distância perde para a
Realidade de meu cotidiano.

Seria um daqueles escritos certos em linhas tortas,
Que Deus providenciou para nós dois,
Como sendo um destino selado?
Mesmo assim..., aceito, sem saber.
Só sei que em minha tela, desejo
Profundamente, perpetuar a sua imagem.

As pinturas continuarão a se
Diferenciar em cada amanhecer,
Mas você estaria em todas elas.
Tudo o que teria a fazer era me
Encontrar frente a frente...

Depois disso, os meus dias não
Seriam mais os mesmos,
Sequer os meus sonhos, certamente...

sábado, 26 de setembro de 2009

Quer mesmo saber...?


Quer mesmo saber...?
Prefiro a inquietação do ócio,
Ao vazio da aventura ...

Um dia hei de saber lidar melhor
Com essas horas vagas,
Até que a paz reine em mim,
Inundando todo o meu ser...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nesta Tarde de Sol Indeciso...

Aceita um café...?! Acabei de fazer...!!

Nesta Tarde de Sol Indeciso...

Aqui estou de volta!!
Dia de sol indeciso,
Que me presenteia com a certeza
De que o momento para
O meu retorno ao universo bloguista,
Se faz agora...

Ausência necessária que me
Rendeu, sim, bons resultados...
Ausência que só não estancou
A minha vontade em retornar
Ao calor das amizades virtuais...

Foram esses mesmos dias de ausência,
Que me trouxeram de volta, aqui.
Porque em quase todos eles,
Havia uma vontade de regresso ou
Uma saudade que fazia
Questão de surgir, de repente,
E mexer comigo...

Nossa...!!, não se pode negar que
Os amigos fazem falta...
Como ficam aquelas emoções
Que nos confortam,
Que nos alegram e
Tantos mais prazeres
Nos causam...?!

Nesta tarde de sol indeciso,
Fica a certeza de que voltei,
Porque as amizades
Temperam a vida...

E é aqui, nesse mundo
Bloguista, que os amigos
Se encontram para que mais um
Dia possa ser bem vivido...

Beijos a todos vocês, meus amigos,
Ana Lúcia.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Dormir num lugar e acordar noutro...











A vida de Solano era o que se podia dizer de boa onde, para ele e a sua família, as sementes dos negócios cresciam e se multiplicavam. Um jovem de vinte e três anos, recém formado em administração empresarial e logo efetivado numa multinacional exportadora de materiais sintéticos, proprietário de um porsche carrera GT, vermelho conversível, Okm, acostumado a frequentar a nata da sociedade, estava, de fato, cheio de motivos para brindar a vida com o melhor champagne francês. Filho de um advogado renomado e de uma arquiteta famosa, que herdara um bom dinheiro de seus falecidos pais, tendo um único irmão sete anos mais velho do que ele, já casado e morando no exterior, tinha espaço de sobra em sua mansão para deitar e rolar o dia inteiro. Contudo, Solano que passara um ano na Europa, aprendendo inglês e alemão, era responsável em seus afazeres. Acordava cedo para ir para a empresa e sempre conseguia argumentos proveitosos para fechar negócios com outras empresas. Costumava ter idéias favoráveis em seus projetos. Não fosse um detalhe, poderia pensar que era um rapaz de ouro. Mas Solano era mulherengo de causar inveja nos astros de cinema. E quem diria, namorava Alice há três anos. A coitada sofreu um pocado no início, depois, deixou o barco fluir mais serenamente, acreditando que ele estava na sua, de verdade. Talvez, pelo motivo de sua agenda se encontrar bastante marcada de compromissos, ajudara nesse relacionamento. Alice era modelo fotográfico da Vogue, com algumas idas para o exterior. Dois anos mais velha que Solano, era gaúcha e, como a maioria desses profissionais, de origem humilde. Falava fluentemente inglês devido as suas viagens contratuais. Ela não passava mais de duas semanas fora do país e, quando assim ocorria, os dois conversavam por horas a fio no telefone, diariamente.

Pois bem, as férias de janeiro para ambos, estavam chegando. Solano estava aparentemente inquieto na véspera do Natal e Alice começou a perceber sem, entretanto, pensar que poderia se tratar de um assunto não relacionado com o trabalho dele. Passaram juntos o Natal com toda a família de Solano, na casa de veraneio deles, em Angra dos Reis. Até aí, foi uma delícia, comeram, beberam, riram como há muito não faziam, se bem que o exagero de Alice é sempre pouco aos olhos dos demais. Nos dias posteriores, os dois passearam de lancha e voaram de helicóptero até o Rio de Janeiro para fazerem algumas compras numas lojas que Alice conhecia bem.

Já era dia vinte e oito e Alice notou novamente em Solano uma fisionomia angustiada. Dessa vez ela perguntou o que estava acontecendo com ele. Só que foi em vão, a resposta foi um tanto quanto vaga. No fim de tarde, do outro dia, ao voltarem da praia, quando Alice se dirigia ao quarto em que dormia para arrumar as suas malas, uma vez que no dia seguinte, dia trinta, estaria pegando o vôo para Porto Alegre, pretendendo passar o Reweillon com os seus pais, Solano a chamou. Ele fez Alice se sentar na sala e, sozinho com ela, pediu-lhe um tempo no namoro. Alice ficou totalmente arrasada, embora já tivesse passado por situações constrangedoras com ele antes. Solano alegou que precisava passar as férias de janeiro sozinho, para pensar melhor no noivado que haviam programado para acontecer na primeira semana desse mês, do ano vindouro. Ele estava decidido viajar para a Itália, onde havia uns parentes por lá. Claro, Alice disse poucas e boas para ele, pagou um hotel para dormir, levantou cedo e partiu para o Rio Grande do Sul. Fez todo o possível para não chorar durante a contagem regressiva e as queimas de fogos, junto a sua família, que soube do ocorrido pois, horas depois que chegou, ela os contou. Quem disse que Solano não a ligou inúmeras vezes, sendo, evidentemente, que Alice se recusou a conversar com ele, nesse caso os seus pais a ajudaram, inventando desculpas.

Passaram-se um mês. Alice estava repleta de afazeres na primeira semana de fevereiro, para compensar o Carnaval que começaria na semana seguinte. Ok, eis que Alice passou o seu primeiro dia, de três, de folia, em Búzios. Rodeada de velhos e queridos amigos, Alice fazia o possível para não deixar a peteca cair, afinal, Búzios era onde Solano e ela passavam bons finais de semana e alguns carnavais juntos, também. Isso porque, a maior parte dos amigos em comum, possui casas nessa maravilhosa cidade turística.

Quem diria, no segundo dia de carnaval, Alice é convidada por André, um empresário, quatro anos mais velho do que ela, simpático e atraente, contudo, com ares bem mais maduros do que Solano, para almoçarem, apenas os dois, num restaurante à beira mar. Alice já o conhecia de poucas conversas, durante um evento em que ela participara. Inclusive, a empresa dele era a patrocinadora, na ocasião. O almoço foi divino, Alice sentiu-se renovada e confortável diante de um rapaz maduro e gentil. Ele a deixou na casa de sua amiga e voltou para buscá-la mais à noite, para uma festa em outra casa, dessa vez, de um amigo dele. Por volta das duas horas da madrugada, os dois se sentiam como se já fossem amigos há anos. As afinidades fluíam numa conversa interessante, que corria solta, apesar do garçom não permitir que os seus copos ficassem vazios de prosecco. De repente, o inevitável acontece. Um beijo razoavelmente demorado. E, estando os dois de mãos dadas, frações de segundos depois do beijo, uma pessoa se aproxima das costas de Alice e cumprimenta André. Alice reconhece a voz e André se levanta e o cumprimenta alegre por tê-lo encontrado. Ao querer apresentá-lo para Alice, esta senta de lado e olha pra o rosto da pessoa e diz que já o conhece bem. Claro, Solano foi tocado pelo inconformismo e, propositalmente, quis interferir no namorico dos dois. O que Solano jamais poderia imaginar era que um dia Alice poderia virar namorada de André. Solano e André, há cinco meses estavam estudando juntos um grande negócio para investirem no mercado externo, que poderia render excelentes lucros para as suas empresas, em curto prazo. Solano estava morrendo por dentro diante daquela cena que vira segundos antes de bancar o impulsivo. Depois dos cumprimentos, sem que André soubesse do rompimento de Alice com Solano, este, bem comportado e demonstrando um controle, que somente Alice sentia estar abalado, se despediu e foi em direção ao bar.

Solano pegou três garrafas de Johnnie Walker Gold Label 18 anos, e foi para trás da casa. Não precisou muito para que os amigos o vissem desmaiado na grama do jardim. Levaram-no para o hospital, onde Solano precisou passar o dia inteiro recebendo soro. Alice e André souberam do fato meses depois, vindo a darem uma risada gostosa. Alice havia contado a André sobre o namoro que tivera com Solano, no mesmo dia do primeiro beijo e dessa confusão toda, que este próprio aprontara. André e Solano não fecharam esse negócio, tão somente porque a bolsa de valores caiu e tudo foi por água a baixo. Nem por isso, descartavam outras oportunidades de negócios. Por sua vez, Alice estava feliz e noiva de André, com o casamento marcado.

Quanto a Solano dormir num lugar e acordar noutro..., precisou ser abafado rapidamente, porém, os mais íntimos sempre lembram rindo da grande besteira que ele fez. Dizem que ele continua crescendo profissionalmente, todavia, que em se tratando de termos afetivos, depois de Alice, nenhuma outra teria parado em suas mãos por mais de duas semanas, sendo que o namoro dele com Alice, terminara há um ano e três meses.
Beijos,
Ana Lúcia.
PS: Queridos amigos, só voltei por causa do "Vou de Coletivo!". Continuarei ausente por mais alguns dias, apesar da saudade que sinto por não estar aqui com vocês. Não há problema algum comigo, apenas preciso desse tempo para reorganizar a minha vida que deixei meio que sem horário determinado para os meus mais diversos afazeres. Agradeço a vocês, meus amigos, o carinho que me proporcionam.
Na medida do possível, eu vou responder (visitar e retribuir) àqueles que comentaram neste meu post do Coletivo. Obrigada.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Estarei ausente por uns dias. Por conta disso, os comentários não irão ser moderados, contudo, espero localizá-los, depois. Caso contrário, não vou poder retribui-los.
Beijos, Ana Lúcia.

Navegando em alto mar...

Navegando em Alto Mar...
By Ana Lúcia Porto
Um barco à vela num oceano à merce das ondas...
Assim é como quando definimos o amor,
Nos perdemos no pensamento...

Um barco à vela num oceano à merce dos ventos...
Assim é como quando sentimos o amor,
Velejamos sem perder o rumo...

Em dias em que a minha carência enche o copo da solidão,
Embriago-me nos pensamentos e
O meu barco se perde.

Em dias em que o vento bate forte,
O comando se faz necessário e
As ondas me divertem.

Ir de encontro ao vento,
É tão somente sentir o amor.
Embora o impacto do vento seja condizente
À dimensão do mar, a minha resistência se faz branda.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lembranças de nossa noite...


Lembranças de nossa noite...
By Ana Lúcia Porto

Em minha mente...
O seu perfume
O seu toque
As suas carícias
O calor de seu corpo
Aquecendo o meu
A sua fúria
Em me querer intensamente
E o seu beijo quente
Que provoca saudades

Em minha alma...
O amor
Que nos envolveu
Denunciado pelos seus
Olhos que constataram
O meu arquivo...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Selo/Prêmio

Selo/Prêmio
Ganhei esse selo da Ana Cláudia Marinho, do blog "Crônicas Minhas"... Aliás, vale a pena conferir esse seu blog...!!
Ana Cláudia, agradeço o seu carinho e a sua consideração..., beijos.

Bom, esse presente possui a seguinte regra:

A) Exibir a imagem do selo
B) Postar o link de quem lhe deu esse selo:
http://marinhoanaclaudia.blogspot.com/
C) Indicar alguns blogs de sua preferência, para presenteá-los com tal selo:
1. O Meu Blogue... Foto-Susy
2. Achados e Perdidos (Karina)
3. Conflitos de Confissões. Novos Ventos... (Christi)
4. Uma Página Para Dois (Eduardo)
5. Textos e Pretextos (Clotilde)
D) Publicar as regras.

sábado, 22 de agosto de 2009

Por que...?


Por que...?
By Ana Lúcia Porto
Por que devo insistir em pensar
em possuir o seu amor,
se as minhas lágrimas
já reluziram dor e
morreram no canto de
minha boca,
na tentativa de
entrarem e enganar-me
com o sal da vida?
O mesmo sal que conserva
a esperança de não me
envelhecer esperando
por você.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Assim dá gosto!!


Assim dá gosto!!
Beijos,
Ana Lúcia.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

No caminho da vida

No caminho da vida
By Ana Lúcia Porto
Por esse caminho que percorro
Nem sempre colho flores
Por essa estrada que caminho
Nem sempre há reta
Por esse atalho que pego
Nem sempre consigo chegar a tempo
A luta é constante
Dias de sol e de chuva
Testam a resistência de meu ser
Dias em que posso sorrir e pular
Dias em que devo me recolher e rezar
Dias perfeitos como a vida é
Dias em que não sinto o meu redor
Dias..., dias... e dias...
Um dia cheio de paz
Outro dia vazio de coração e mente
Dias de desânimos
Dias de otimismos
Dias..., dias... e dias...
A consumirem as minhas forças
A fazer recomeçar o meu caminho
Dias em que silenciar é muito melhor do que pensar
Vida de caminhadas diárias
Já que a vida se repete a cada dia
Embora cada dia possa ser vivido de maneira diferente
Dias vividos com Fé
Rogando a Deus, no caminho, para que
"Não olhei os meus pecados,
Mas a Fé que anima a Vossa Igreja"

Um presentinho...

Ganhei esse selinho da Christi, do blog "Conflitos de Confissões"... Obrigada pelo carinho...


As regras são:
Publicar o selinho e indicar quem o repassou!
*Perguntas e Respostas:
1. Você é casada? Não.
2. Tem quantos filhos? Não tenho filhos.
3. Fuma? Não.
4. Bebe? Raramente.
5. Tem compulsão por algum tipo de comida? Não.
6. Prefere frio ou calor? Calor.
7. Prefere doce ou salgado? Doce.
8. Qual sua profissão? Liberal.
9. Último filme que você viu? A Era do Gelo 3.
10. Qual foi o dia mais feliz da sua vida? Para uma vida, são muitos deles.
*Indicar 05 blogueiras para receber o selo e avisá-las.
-"A Melhor Alternativa"
-"Cartas e Cafés"
-"La Petite Poupée"
-"Margarida e a Palavra"
-"Um Lugar de Mato Verde"

Beijos,
Ana Lúcia.